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Mercado logístico expande com e-commerces

O mercado logístico revela afinal que está aquecido. Condomínios logísticos de alto padrão na cidade de São Paulo apresentaram dados animadores no segundo trimestre de 2019. Conforme a Colliers Internacional Brasil, os números, medidos trimestralmente mostram que a absorção bruta – quantidade de m² locados – foi de 371 mil m². O destaque fica para o setor de e-commerce que foi responsável por 30% das novas locações. As regiões com maior número de locações foram Cajamar, Guarulhos e Campinas, na região metropolitana de São Paulo.

Outro dado igualmente positivo no mercado logístico é que, pela primeira vez em quatro anos, a taxa de vacância ficou abaixo dos 20%. O índice registrado no segundo trimestre foi de 19%. Dessa forma, o dado segue a tendência de queda: no mesmo período do ano passado o valor era de 24%.

Os melhores resultados nos meses de abril, maio e junho ficam com as regiões de Ribeirão Preto (7%), Cajamar (10%) e Guarulhos (11%). Os dados apontam que a taxa de vacância em condomínios logísticos localizados a até 60 km do centro de São Paulo cai para 16%.

Dessa forma, os resultados, aliados a outros fatores, influenciam também o crescimento de mais 100% na absorção líquida – saldo da diferença entre áreas locadas e áreas devolvidas – do segundo trimestre de 2019 (228 mil m²) em relação ao mesmo trimestre do ano passado (111 mil m²). As regiões com maior destaques são Cajamar (126 mil m²), Guarulhos (59 mil m²) e Jundiaí (20 mil m²).

Preço médio

Entretanto, o valor médio do metro quadrado teve uma ligeira queda. O Estado de São Paulo encerrou o segundo trimestre de 2019 com o preço médio pedido em R$ 18,5 m²/mês. O valor registrado em 2018 de R$ 19,0 m²/mês.

Novo inventário

Em relação ao novo inventário, foram entregues 180 mil m² no segundo trimestre de 2019 nas regiões de Cajamar (111 mil m²), Grande ABC (55 mil m²) e Atibaia (13 mil m²). O inventário de condomínios logísticos classe A em São Paulo se aproxima de 9 milhões de m².

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Black Friday: o foco deve ser a rentabilidade

Black Friday é a oportunidade que muitas empresas têm para queimar estoque e alavancar as vendas. Entretanto, a época deve ser planejada com antecedência para não prejudicar a saúde financeira do negócio, segundo Amanda Santoro, gerente de planejamento comercial da Marabraz, que participou do segundo dia do Fórum E-Commerce Brasil 2019, “Não é só vender; é vender de forma saudável.”

Prepare-se com antecedência


Embora ocorra no final do ano, a especialista explica que seu planejamento inicia-se com vários meses de antecedência. “Planejo o que vou comprar, a quantidade, o preço que vou vender, o que quero vender etc. A área comercial precisa levar isso para os fornecedores, e eles retornam com as informações do que dá para fazer [preços, margens, promoções] em meados de agosto. Depois, é só produção. Se você portanto não começou a planejar a Black Friday, é melhor iniciar agora”, aconselhou.

Alinhe a expectativa da Black Friday com todas as áreas

A empresa como um todo deve trabalhar sob os mesmos objetivos e estratégias para alcançar um bom resultado. É preciso atenção sobretudo em alguns pontos de atenção elencados por Santoro:

  • SAC: Segundo ela, a loja precisa analisar o tamanho do seu pessoal para que seja aumentado proporcionalmente para a Black Friday. Essa estratégia é fundamental para definir contratações.
  • Estimativa de tráfego: preparar os centros de distribuição.
  • Prazo de entrega: há lojas que atuam com estoque de três dias úteis de entrega. Na Black Friday, o prazo precisa aumentar pois a demanda é muito grande.
  • Financeiro e fluxo de caixa: é preciso ver se o e-commerce dispõe de dinheiro suficiente para comprar todos os produtos da Black Friday. É um outro orçamento, diferente do capital para pagar as contas.
  • Comunicação online: quem trabalha com omnichannel precisa alinhar igualmente as comunicações entre site e loja física.
  • Áreas de TI e KPIs: deve-se verificar se o tráfego do site vai suportar e monitorar, em tempo real, quais produtos estão com uma performance melhor assim como quais não estão vendendo.
  • Anúncios: com boa precificação, não se precisa investir tanto em marketing.